A travessia Petrópolis–Teresópolis, a clássica Petrô-Terê, é uma das rotas mais tradicionais do montanhismo no Brasil. São 36 km dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com altitudes que chegam a 2.263 metros e a Pedra do Sino como ponto máximo. O percurso costuma ser feito em três dias.
A jornada começa no bairro do Bonfim, alternando subidas íngremes, chapadões e trechos de mata fechada. A região integra a parte mais alta da Serra do Mar e preserva remanescentes de Mata Atlântica. Água é abundante ao longo do caminho, com rios e cachoeiras.
Por conta da sinalização limitada, recomenda-se contratar guias locais, disponíveis em ambas as cidades. O trajeto possui pontos oficiais de parada e camping. Logo no início, um desvio curto leva à Cachoeira Véu da Noiva, ideal para uma parada rápida.
O primeiro objetivo é chegar aos Castelos do Açu, após passar pela Pedra do Queijo e Pedra do Ajax. A subida até o Queijo exige fôlego, mas oferece vista ampla da serra. O Ajax garante sombra e água antes da chegada ao Açu, um dos mirantes mais emblemáticos do parque.
A segunda etapa atravessa terrenos rochosos e quatro vales, incluindo a dura subida da Isabeloca. A paisagem revela blocos gigantes que formam os Castelos do Açu e, mais adiante, perfis clássicos como o Dedo de Deus e a Pedra do Sino. Depois da descida final, o trecho até Teresópolis é mais tranquilo, quase todo em declive e cercado por mata exuberante.
Como Chegar
- Início: Portaria do Parque no bairro do Bonfim (Petrópolis).
- Fim: Sede do Parque em Teresópolis (Soberbo).
- Acesso por carro, táxi, aplicativo ou vans locais.
Permissão e Reserva
- É obrigatório reservar a travessia no site do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO).
- O número de visitantes por dia é limitado.
- É necessário pagar taxa de entrada + taxa de pernoite nos abrigos ou áreas de camping.
Hospedagem na Travessia
- Açú: área de camping e abrigo com banheiro e espaço para cozinhar.
- Sino: idem.
- É preciso reservar com antecedência — lota rapidamente em feriados e finais de semana.
Quando Ir
- Melhor época: inverno e meses secos (maio a setembro).
- Evitar: períodos de chuva intensa, devido ao risco de neblina, lama e baixa visibilidade.



