Como tablets e laptops oferecem riscos em aviões

Entenda regras que proíbem notebooks e tablets em voos para alguns destinos
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Os Estados Unidos e o Reino Unido decidiram proibir que passageiros de alguns voos vindos de países árabes e da Turquia levem computadores e tablets dentro da cabine do avião. Esses equipamentos só podem ser transportados nas malas despachadas. A medida foi tomada por motivos de segurança, depois que os serviços de inteligência identificaram possíveis ameaças de atentados.

Por que essa medida foi adotada: Segundo especialistas em segurança, essas decisões costumam ser resultado de alertas vindos de investigações secretas. O pesquisador Jean-Charles Brisard, do Centro de Análises do Terrorismo, explica que grupos extremistas vêm tentando há anos driblar os sistemas de segurança de aeroportos, criando explosivos cada vez menores e mais difíceis de detectar.
Esses grupos já conseguiram esconder explosivos em objetos comuns, como computadores, câmeras e até baterias, o que levou as autoridades a reforçar as restrições.

A ameaça já era conhecida: Essa preocupação não é nova. Em 2014, por exemplo, os Estados Unidos já haviam proibido o embarque de laptops com a bateria descarregada, pois existia o receio de que o compartimento da bateria fosse usado para esconder pequenas cargas explosivas.
Com o avanço da tecnologia e a capacidade dos terroristas de miniaturizar artefatos, as medidas de controle precisaram ser novamente ampliadas.

Por que a restrição vale para certos países: A proibição não foi aplicada de forma geral, mas a voos vindos de lugares considerados de maior risco, de acordo com informações dos serviços de segurança.
Segundo Brisard, alguns aeroportos desses países não contam com equipamentos tão modernos de detecção quanto os de países ocidentais. Por isso, as autoridades americanas e britânicas preferiram adotar medidas preventivas.

Por que computadores e tablets são vistos como ameaça: Os especialistas explicam que esses aparelhos têm componentes que se assemelham aos de uma bomba — como fios, circuitos e espaço interno — o que facilitaria esconder pequenas quantidades de explosivos dentro deles.
“Esses dispositivos possuem quase tudo o que é necessário para montar um artefato explosivo, faltando apenas o detonador e o material explosivo em si”, explica o especialista em segurança aérea Sébastien Caron.

Como os explosivos são detectados na segurança do aeroporto: Nos postos de inspeção, os agentes podem passar um pano especial sobre o computador ou outro equipamento para detectar resíduos de substâncias explosivas.
Esse pano é então analisado por uma máquina que dá o resultado em poucos segundos. Se algo suspeito for identificado, o objeto passa por verificação mais detalhada.

E nas malas despachadas? As bagagens que vão no porão do avião passam por máquinas de detecção de explosivos. Esses equipamentos analisam as moléculas dentro da mala e indicam automaticamente se há algo suspeito. Quando o sistema detecta uma possível ameaça, um operador humano revisa as imagens para confirmar. Em casos mais complexos, a bagagem passa por uma máquina ainda mais precisa, semelhante a um tomógrafo, que mostra o interior da mala com grande nível de detalhe.

Segurança acima de tudo: Embora restritiva, a medida tem como objetivo garantir a segurança dos passageiros. As autoridades ressaltam que as regras podem ser revistas a qualquer momento, conforme as ameaças diminuam ou os sistemas de detecção melhorem.

Viajar com segurança, afinal, é prioridade — e isso muitas vezes exige novas adaptações e cuidados no embarque.

 

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